Como um livro esquecido
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Largado numa estante de uma velha biblioteca, virei um livro esquecido e empoeirado [...]
acho que estou doente

azul-ceu-leste:

pelo grito que não dei

pela chuva que não tomei

pelas palavras que não falei

pela lágrima que não derramei

por esse versinho que não terminei

Não sou louco. É o mundo que não entende minha lucidez.

Raul Seixas.  (via azul-ceu-leste)